sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O guardador de rebanhos - Fernando Pessoa


Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Perdida Em Seus Olhos

Eu me perco nos seus olhos e sinto
Meu espírito se elevar
E subir como o vento
Será amor o que estou sentindo?
Não me importo de não saber qual o meu destino
Um rápido olhar me deixa frágil
Não é isso que se chama romance?
E é isso que eu sei
Porque quando estou perdida não consigo me entregar
Você pode me levar aos céus
É como estar perdido no paraíso
Quando estou perdida no seu olhar
Só agora percebi, não sei porque
Há algo que não conseguimos negar
E quando eu o vi pela primeira vez
Foi quando eu olhei para você
Se não consigo encontrar meu caminho
Se a salvação parece a milhas daqui
Oh, serei encontrada
Quando estiver perdida no seu olhar

Tradução da Música Lost In Your Eyes- Debbie Gibson

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Leitura do Livro Um mês para Viver - Dia 13

Aparando as arestas
"Lembre-se de que todas as pessoas que você conhece temem alguma coisa, amam alguma coisa e perderam alguma coisa"  H. Jackson Brown Jr.


"Não importa nosso esforço. Muitos de nós sempre teremos de lidar com pessoas difíceis de amar e de se relacionar bem. É de natureza humana".


"Sabe-se que lixar é muito útil no trabalho com madeira ou no acabamento de móveis. Mas esfregar uma lixa na pele não é muito agradável, além de ser abrasivo e doloroso. Certamente há pessoas na vida que causam dor eirritabilidade".


"Muitas vezes as pessoas a quem mais amamos são as que mais nos irritam.

Mas com que frequência você pára para pensar em como você irrita as pessoas ao seu redor? A realidade é que todos nós somos pessoas-lixa. Todos nós irritamos os outros de vez em quando, e isso é parte do plano de Deus para nossa vida.

Ele permite que pessoas-lixa entrem em sua vida para transformá-lo em uma ferramenta mais afiadapara os propósitos dEle.

[...]

Isso muda totalmente a maneira como vemos os relacionamentos que nos perturbam. Eles existem para o nosso próprio bem, para aparar as arestas e nos tornar mais semelhantes a Cristo".


"Em família, somos muito rápidos para apontar as falhas os outros e desprezar as gritantes fraquezas de nossa vida. Se me concentrar em minhas próprias deficiências e deixar que Deus me dê coragem para enfrentar minhas faltas, falhas de caráter e erros, não terei urgência em ajudar os outros a ver seus próprios ciscos".


"Deus permite algumas pessoas-lixa e provações da caixa de ferramentas em nossa vida por uma razão: aumentar o calor e a pressão para ficarmos mais fortes. Ele está mais interessado em nosso caráter do que em nosso conforto".


"Você vê as pessoas difíceis em sua vida a partir de uma perspectiva completamente nova não apenas quando percebe que Deus teve um motivo para colocá-las em seu caminho, mas também ao notar que Ele teve um motivo quando colocou você na vida delas.

Você pode ser a única face de Jesus que elas venham a conhecer.

Deus deseja surpreendê-las com o amor dEle de uma maneira que só você sabe fazer".


"Se em sua vida há algo pelo qual você está brigando demais, considere a possibilidade de abrir mão. Pode ser que Deus queira lhe dar uma bênção ainda maior". Pão Diário

Leitura do Livro Um mês para Viver - 12º Dia

Resolvendo os conflitos por meio de uma luta justa
Eles podem esquecer o que você disse, mas nunca esquecerão como você os fez sentir-se.
(Carl W. Buechner)

Como agimos em meio aos conflitos?
Alguns relacionamentos podem ser comparados a uma luta de boxe. Duas pessoas em um combate, onde uma tem que vencer. Será que é simplesmente assim a forma como gerenciamos nossos conflitos? Problemas deste tipo são inevitáveis, enquanto duas pessoas imperfeitas continuarem se relacionando! Ou seja, sempre iremos nos deparar com conflitos! Para isso, precisamos aprender a lutar lutas justas, e principalmente, ter a consciência de que devemos ficar no ringue até encontrar solução, e não fugir pelas cordas laterais.

No boxe, existem alguns tipos de lutas, que se parecem um pouco com algumas táticas que infelizmente adotamos para gerenciar nossos conflitos, ao invés de encarar a dor as vezes necessária para encontrar uma solução.
O primeiro tipo é o rope-a-dope, onde um dos lutadores somente se apoia as cordas e fica se defendendo, enganando o adversário e esperando o momento que as energias do outro acabam. Pessoas assim fogem de qualquer forma dos conflitos - e o resultado é um relacionamento superficial, que nunca chega à intimidade.

Em seguida vem rei do nocaute, que se considera o mais forte - e o mais certo - e luta até a pessoa desistir. E então, o resultado é que o com menos expressão acaba abandonando a luta.

Depois temos o lutador desistente, que abandona o conflito rápido, criando uma falsa paz no ambiente e um orgulho perigoso em quem 'ganha'.

Temos também o um-dois, ou o "toma-lá-dá-cá", onde uma hora você ganha, outra hora eu ganho. Pode soar como bom, mas o conflito nunca é resolvido.

Mas a melhor forma de relacionar é através da forma de parceiros no ringue. Nele, os parceiros decidem ajudar o outro. Decidem permanecer no ringue e fora das cordas, buscando resolver o conflito, por mais difícil que seja a situação. Eles percebem que o relacionamento é mais importante que o problema em discussão e entendem que o processo é mais importante que a solução.

Ao invés de assumir uma postura de luta, podemos seguir algumas regras básicas para uma luta justa, que devem se aplicar a todos os nossos relacionamentos.
Lembre ao seu companheiro que vocês estão em busca de uma solução, não em busca de um culpado. Reafirme seus sentimentos, e deixe seu amigo saber que você está disposto a suportar sentimentos desagradáveis que acompanha o confronto porque você valoriza a amizade.

Coloque a proteção na sua boca, assim como no boxe! As palavras cortam fundo e a ferida pode permanecer por vários anos. Comprometa-se, antes do calor da luta, que algumas palavras ou posturas deverão ser evitadas. Isso não significa que vocês não vão chegar ao cerne do conflito, mas ser sincero não é sinônimo de ser agressivo.

Ataque as questões, e não o outro. A reconciliação nunca será alcançada com os dois na ofensiva.
Controle seus sentimentos, expresse-os; mas não deixe que eles se tornem a causa do conflito.
Não traga coisas do passado para o presente, mesmo que isso seja tentador!

E, por último, mas o mais importante - traga Jesus par ao ringue.
Não dizendo a Ele: "Me ajude a vencer essa discussão", mas pedindo sabedoria, humildade, controle e direção. Ele soube expressar seus sentimentos sem ferir ou pecar. Ele é o melhor modelo para resolução de conflitos.

Qual foi o ultimo conflito que você teve com alguem que ama? Você preservou as regras básicas ou buscou adotar um dos tipos de luta citados? Ore e peça a Deus ajuda para lutar de forma justa, sabedoria para lidar com os conflitos e amor para respeitar e preservar a individualidade do outro.

Leitura do Livro - Um mês para viver - Dia 11


Escalando os obstáculos para chegar à unidade
Sei que Deus não me dará nada com o que eu não possa lidar. Só desejo que Ele não me confie coisas demais.
(Madre Teresa)

A metáfora de hoje é o monte Evereste. Um desafio para os alpinistas - entretanto, tentar alcançá-lo sozinho é praticamente suicídio. Sem um grupo de apoio, interessado em compartilhar a vitória com você, é quase impossível escalar a montanha congelante. E assim se dá em nossos relacionamentos. Cada um tem compromissos e motivações próprias, e cada um busca sua vitória. Mas para ser vitorioso, algumas coisas precisam ser deixadas para trás e outros investimentos precisam ser avaliados.

E em nossa cordilheira relacional, todos estamos expostos a uma difícil escalada. Existem três montanhas que costumam impedir a unidade e a aproximação.
A primeira montanha é a incompreensão. Falamos tanto, mas infelizmente ainda não entendemos que as pessoas terão opiniões diferentes das suas e alguns problemas de comunicação serão inevitáveis. Por isso, parar ao encontrar com ela é fugir da própria realidade da humanidade.

A segunda montanha é a "eu primeiro". Enquanto insistirmos em tratar os outros somente como coadjuvantes que precisam se submeter o tempo todo à nossa vontade, nunca teremos relacionamentos consistentes. Assim como Deus usa pessoas para serem úteis na realização dos sonhos dEle pra você, você também é uma peça chave na realização do sonho dEle para elas.

E a terceira montanha é a montanha dos erros. Enquanto nos fecharmos para relacionamentos para não nos decepcionarmos, perderemos grandes oportunidades de ser viver plenamente. Os erros sempre vão acontecer, e enquanto não entendermos e aprendermos a lidar com isso, nossos relacionamentos viverão estancados.

Para os alpinistas, é importante estar seguro com cordas. E com Deus é da mesma forma. Só teremos relacionamentos saudáveis se estivermos presos na corda da aceitação. Primeiro com Deus, crendo que Ele nos ama incondicionalmente. E segundo - e talvez o mais difícil -, aceitando o outro. Aceitar as pessoas significa parar de tentar mudá-las e começar a entendê-las e estimá-las - valorizar o suficiente para tentar entendê-lo. Além disso, precisamos estar seguros no perdão, como já temos comentado. E, enfim, não podemos esquecer de outros pequenos equipamentos que fazem a diferença. Como por exemplo, as pequenas ações amorosas, surpreender, dizer que ama e fazer por onde.

Deus está disposto a nos ajudar a amar assim como Ele nos ama. Reflita junto com Ele a forma como você tem expressado seu amor, e se você está parado com alguns relacionamentos em uma das montanhas. Demonstre seu amor com atitudes que você nunca fez antes. E, acima de tudo, ore por todos os seus relacionamentos, pedindo a Deus sempre sabedoria e força para alcançar as maiores alturas.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Leitura do Livro: Um mês para Viver - DIA 10 - Oceano

Explorando as profundezas do perdão
Quem não consegue perdoar, destrói a ponte pela qual terá de passar.
(George Herbert)

Eu odeio praia, mas tem gente que adora. Eu prefiro ficar sentada em alguma tendinha, comendo alguma coisa e conversando um pouco. As vezes, me arrisco a molhar os pés, mas não gosto de ir mais fundo. Mas se você for ver, o que vemos de um mar é algo tão superficial, que parece ser um desperdício. Os mergulhadores profissionais entendem que, por causa da pressão, o homem só pode chegar até 40 m de profundidade, mesmo com toda a equipagem. Mas para se ter noção, o lugar mais profundo dos oceanos fica a 11000 m de profundidade! Vendo isso, parece mesmo que desperdiçamos todo esse marzão.

Mas com Deus as coisas são da mesma forma. Tudo o que vemos, por incrível que pareça, é superficial. O Senhor tem para aqueles que O buscam profundezas bem maiores que o oceano, mas, infelizmente, tendemos a apenas molhar nossos pés na água. E nessas águas profundas, nós podemos avançar também comparando aos nossos relacionamentos. E, proporcionalmente falando, para ir mais fundo e explorar mais o que se tem, precisamos de um equipamento indispensável - o perdão. Com um mês para viver, pelo que ou para quem pediria perdão? E quem precisaria perdoar?

E o que é perdoar? Nós vemos na Palavra de Deus, na oração clássica do Pai-Nosso, que nós PEDIMOS a Deus para que nos perdoe assim como temos perdoado as pessoas. Queremos isso, de fato? Eu não! Por que? Porque por não entender a realidade do perdão, não sabemos perdoar. No final das contas, uma coisa que refleti é que perdoar não é um sentimento no coração de esquecer tudo e gostar da pessoa da mesma forma que antes. Não necessariamente. Perdoar é uma atitude 
de coragem e humildade. E o principal: uma atitude onde você desiste, enfim, de transferir o pesar da culpa para o outro. Mas, é como libertar um prisioneiro, e descobrir que na verdade o prisioneiro é você.

Todos queremos ser perdoados. Mas a hora de perdoar é um momento 'fatal'. A ferida ou a mágoa que doem impedem que o perdão seja liberado. Mas o perdão é como ver nas profundezas do mar. Acima da superfície, nada se vê do profundo - não há motivos lógicos para que se perdoe alguém que me feriu. Mas quando mergulha e coloca a máscara, tudo fica mais claro e visível. Ou seja, à medida que se relacionamento fica mais profundo com Deus, a própria Bíblia mostra razões muito boas para perdoar. Primeiro, porque é uma ordem divina, sem questionamentos. Mas será que Deus não pensa na gente? Doeu demais! Mas aí vem o segundo motivo. Se você tentar chegar ao fundo do oceano sem roupas adequadas, seus pulmões podem explodir e você com certeza vai morrer. Assim é com Deus. Quanto mais fundo você mergulhar com ressentimento, maior será a pressão e o stress e a amargura vão esmagar seus relacionamentos. Você não sobreviverá em paz em toda a sua vida enquanto não estiver utilizando-se do perdão.

Outra regra importante na mergulhação, além da roupa, é não reter (prender) a respiração. Fazendo isso enquanto está subindo para a superficie, o ar se expande e seu pulmão pode estourar - e isso não seria uma experiência muito legal, certo? hehehe! E nos relacionamentos, fazemos da mesma forma. Tentamos prender nossos sentimentos. Estamos chateados, tristes, magoados, decepcionados, e retemos isso. Até mesmo com Deus! Estamos friamente frustrados com Ele, mas como isso 'deve ser uma coisa muito das erradas', é melhor esconder isso, deixar de lado. Mas Ele mesmo nos alerta! "Apaziguem sua ira antes que o sol se ponha"... Dormir com ira nos leva acordar no outro dia com amargura! Expresse suas emoções com os outros e com Deus! Não é para ser inconveniente, por favor, né! Mas aprenda a ser sincero, e a viver baseado no poder e transformação de Deus! Se for difícil perdoar, seja sincero com Deus! Perdoar não é sentir, perdoar é poder de Deus para restaurar relacionamentos. E se no fundo, está difícil perdoar Deus, seja sincero com Ele, e Ele mesmo irá tratar o relacionamento de vocês!

E, por fim, enquanto nós não sentirmos a graça e o perdão de Deus, nunca seremos plenos em perdão para com os outros. Isso porque perdoar é atitude de coragem. Não é dizer que o que a pessoa fez não magoou, não feriu. Mas conhecendo o perdão incondicional de Deus por você, você pode chegar para a outra pessoa e perdoá-la, na força que Deus dará a você. Infelizmente, o que temos muitas vezes são pessoas incapazes de perdoar porque agarram-se à âncora de culpa que os puxam para baixo. Mas o próprio Pai lança os pecados no mar do esquecimento, para que sejamos livres e leves para mergulhar nas profundezas do seu mar de amor! Você é perdoado, e por isso, pode perdoar os outros.

Reflita sobre as pessoas que magoaram você, e o que elas fizeram. Seja sincero com Deus sobre isso, e peça a Ele a força necessária para liberar o perdão, independente do quão certo você acha que esteja. E reflita sobre as pessoas que você magoou, ou busque saber se o seu comportamento está magoando alguém. E peça a Deus humildade para pedir perdão. E acima de tudo, seja honesto com Deus sobre seus temores e receios, e peça para que Ele, com seu poder, ensine o quanto te ama, e te dê forças suficientes para libertar o prisioneiro que existe nos seus relacionamentos - você.

Leitura do Livro: Um mês para Viver - DIA 9 - O "X" da questão

Relacionando-se em vez de esperar
A medida de uma vida, afinal, não é sua duração, mas sua doação.
(Corrie ten Boom)

O princípio da primeira semana era Viver Apaixonadamente. Agora, temos que Amar Completamente. Desafiozão, hein? E o título de hoje diz tudo: O cerne da questão é investir nos relacionamentos ao invés de esperar que "algum dia" as coisas ou as pessoas mudem e sua postura seja diferente. Bem direto. "Por que esperar morrer para mandar flores?". Muitos valorizam muito os relacionamentos, mas não investem neles. E, infelizmente, apenas um choque da possibilidade de perder em pouco tempo - ou simplesmente perder - desperta as pessoas para um tempo de investimento diário perdido.
Em vista desse choque, se você tivesse um mês para viver, a quem você teria que pedir desculpas? Quem precisa ter certeza do seu amor?

Desde a criação, Deus revelou seu maior propósito para nós: o relacionamento. Infelizmente, a partir do momento em que o pecado entra no mundo, o homem passa a revelar seus desejos egoístas. Trazendo para os relacionamentos, queremos amar, ser conhecidos, considerados e amados em retribuição. Queremos que as pessoas reajam do jeito que queremos, e satisfaçam os nossos desejos. Infelizmente, as pessoas na maioria das vezes não reagem da maneira que esperamos. E com isso, queremos assumir uma postura defensiva achando que não precisamos nos envolver.

Que mentira! Precisamos do outro, e para isso não tem como não se machucar. Amar é sacrifício. Amar é sempre arriscar-se. É sair da sua zona e colocar-se na do outro. Até mesmo o melhor dos relacionamentos propõe um pouco de dor - pelo menos através da pequena ideia de um dia perder a pessoa, ficar longe dela. E como vamos nos relacionar através de relacionamentos que trarão um pouco de dor uma hora ou outra? Para amar as outras pessoas, precisamos sentir a plenitude do amor de Deus para podermos nos entregar livremente ao amor dEle. Isso porque as pessoas jamais vão satisfazer nosso desejo de ser amado como Deus nos ama. Quando entendermos a plenitude do amor de Deus, não vamos ficar o tempo todo tentando se garantir ou se legitimar nos relacionamentos.

Não é que nós não amamos suficiente a Deus. É porque nós não entendemos o quanto Ele nos ama! E isso vem martelando e se confirmando na minha vida de uns tempos pra cá. Se entendêssemos um pouquinho só do amor de Deus por nós, nos sentiríamos seguros e livres para entregar-nos completamente a Ele.

E tendo esse amor incondicional como base, somos respaldados para relacionar-nos livremente com os outros. Sem precisar de validação, aprovação, etc. E interessante que além da segurança de sermos amados por Deus nos ajudar a viver novos e mais profundos relacionamentos, "você vai aliviar os outros da pressão de serem mais significativos para você do que é humanamente possível". Olha o que o amor de Deus pode fazer. Nos respalda a viver em relacionamentos saudáveis, íntimos e crescentes, pois, seguros de que somos amados por Deus, podemos amar as pessoas. E mais do que isso, podemos transmitir o quão grande é o amor de Deus para o outro quando pararmos de exigir que este nos satisfaça, quando na verdade só Deus pode fazer isso.

Comece agora!
Primeiro, ore e peça a Deus que a cada dia você conheça mais e mais do amor dEle.
Em seguida, reflita sobre as pessoas que você precisa compartilhar seus sentimentos. Lembre-se que Deus não te chama pra relações onde um manda e o outro se submete! Relacionamentos saudáveis começam com pessoas saudáveis e seguras do amor de Deus por si mesma e pelo outro, sem precisar se humilhar ou humilhar o outro para que alguém se sinta satisfeito.
E pratique!
Ache um tempo para surpreender alguém que você ama. Não adianta só dizer! Surpreenda, compartilhe seus sentimentos e não tenha medo de se expressar!